Homem que matou companheira em Agrestina é condenado a 29 anos de prisão

Um crime brutal que chocou o município de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, teve sentença de justiça emitida na manhã de hoje, dia 11, após julgamento no Fórum da Comarca de Agrestina. Edson Luiz de França, que assassinou a sua companheira, Damiana Laura da Silva, foi submetido à júri popular e condenado a 29 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. 

De acordo com familiares, Damiana conheceu Edson na Feira da Sulanca, em Caruaru, e pouco tempo após o envolvimento, ele foi preso, dando para ela uma justificativa que não condizia com a realidade. Durante o período em que esteve preso, Edson contou com o apoio de Damiana, que se deslocou e prestou todo o apoio necessário, dedicando-se ao companheiro em situação privada de liberdade durante seis anos de sua vida, situação que revoltou ainda mais a família de Damiana. “Ela fazia de tudo por ele, e esse foi o pago que ele deu a ela”, disse uma das testemunhas em lágrimas. 

O júri foi presidido pelo juiz de Direito, Dr. Cristiano Freitas, e acompanhado pela família da vítima e pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Agrestina, que na época acompanhou o caso em razão da circunstância de feminicídio. Bastante emocionados, parentes de Damiana trouxeram ao júri detalhes sobre a personalidade dela, que era conhecida por sua alegria, jeito doce, e que amava servir e ajudar as pessoas. Edson Luiz, réu confesso, também esteve presente no julgamento, em momento algum demonstrou arrependimento, frieza que surpreendeu até mesmo criminalistas presentes na ocasião. “Sempre fomos uma família muito alegre, e ele acabou com a alegria de toda a nossa família”, disse uma das testemunhas ao relatar que a família convive com a dor, com o trauma e com o uso de medicações até hoje, por terem presenciado a perda de uma irmã, tia, e amiga, de forma tão cruel. 

O DIA DO CRIME

Faziam quatro meses que Edson havia deixado a prisão. No dia 25 de março de 2023, ele passou o dia bebendo em um bar da cidade, e, por este motivo, eles teriam discutido. Segundo familiares, Damiana não aprovava que ele bebesse e praticasse situações ilícitas, e por este motivo eles discutiam bastante. Em prints de conversa no whatsapp, era possível identificar Damiana pedindo para Edson parar de beber e voltar para casa. Ao chegar em casa, Edson efetuou disparo de arma de fogo contra o portão e ao entrar na residência, sob discussão e súplicas de Damiana dizendo que não queria mais o relacionamento e que ele fosse embora, ele atirou na parte de trás da cabeça da vítima, em um ato cruel e covarde.  De acordo com a perícia, a perfuração foi atípica, pela proximidade com a qual o tiro foi efetuado e a ausência de componentes visíveis decorrentes do disparo, concluindo que ao ser acertada, a vítima não possuía nenhuma chance de defesa. Após cometer o crime, ele foi embora andando a pé, de forma fria, e deixando para trás a família de Damiana em desespero, que chegava e se deparava com sua partida de forma desumana. 

De acordo com o processo, Edson Luiz já era reincidente. Ele fazia parte de uma quadrilha, na cidade de Cupira, e tinha passagem por roubo e homicídio. 

Agora, ele segue para o presídio Juiz Plácido de Souza, onde cumprirá pena em regime fechado.