Danilo Cabral é demitido da Sudene e fato levanta desconfiança de atrito entre PT e PSB
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Desligado da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) na manhã desta terça-feira (5), Danilo Cabral (PSB) reagiu à demissão informando o fato por meio das redes sociais. Apesar da declaração de gratidão em suas palavras, Cabral aparentemente foi pego de surpresa e deixou claro que recebeu muitas manifestações solidariedade pelo desligamento.
Em nota, publicada em seus perfis nas redes sociais, Danilo Cabral disse o seguinte:
“Fui comunicado de meu desligamento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), após dois anos e dois meses de intensa dedicação. Foi uma honra servir ao Brasil, em especial ao povo nordestino, nesse período desafiador e transformador. (...) Deixo o cargo com a convicção do dever cumprido. A Sudene voltou! Agradeço também a todas as manifestações de apoio e solidariedade recebidas nos últimos dias. (...)”
Danilo Cabral ficou pelo período de dois anos frente da Sudene e tinha uma pauta em evidência que é o trecho da Transnordestina em Pernambuco, que vai do Sertão ao Porto de Suape.
A demissão de Cabral logo levantou comentários de que o fato seria resultado de um desgaste entre o PT e o PSB, já que o seu sucessor no comando da Sudene é o suplente da senadora Teresa Leitão, do PT. E ventila-se ainda que petistas do Ceará teriam pressionado pela demissão de Cabral, justamente por causa da pauta da Transnordestina.
Contudo, o comando do PT em Pernambuco, que está nas mãos do deputado Federal Carlos Veras, logo tratou de tentar apagar o possível incêndio, afirmando que a demissão de Danilo não afeta as relações entre PT e PSB em nenhuma esfera.