Médicos da rede municipal de Paulista vão paralisar os serviços não essenciais
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Em busca de soluções para os problemas enfrentados nos equipamentos de saúde da rede municipal de saúde do Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), os médicos irão paralisar os atendimentos em serviços não emergenciais nos dias 3, 4 e 5 de março. A decisão foi tomada durante uma Assembleia Geral Extraordinário realizada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) com a categoria no último dia 9 de fevereiro. A mobilização tem como reivindicações principais a garantia de condições adequadas de trabalho, a segurança dos equipamentos de saúde da rede, além da recomposição dos proventos dos profissionais médicos, que estão em defasagem ao longo dos últimos anos.
Durante visita técnica realizada por uma equipe de diretores sindicais aos serviços de saúde do município, foram constatadas condições consideradas graves nas unidades da rede, incluindo precariedade estrutural, equipamentos insuficientes ou com funcionamento parcial e falhas que comprometem a segurança assistencial.
De acordo com o diretor do Simepe, Rodrigo Rosas, o que o sindicato constatou no local é preocupante. “Um cenário de caos. O que encontramos nas unidades evidencia abandono e risco à segurança de médicos e pacientes”, afirmou Rodrigo. Ele ainda destaca que “a paralisação é um alerta. Não se trata apenas de reajuste salarial, mas de assegurar condições mínimas para o exercício da medicina e um atendimento digno à população” pontuou.
A mobilização envolve médicos da atenção básica, da rede ambulatorial e hospitalar. Durante o período da paralisação, serão mantidos os atendimentos de urgência e emergência, além dos serviços essenciais, garantindo assistência aos casos graves. O Simepe reforça que permanece aberto ao diálogo, mas cobra da gestão municipal respostas concretas quanto à valorização profissional e à reestruturação da rede de saúde de Paulista.