MPPE e PCPE detalham investigações sobre supostos desvios de emendas parlamentares em Ipojuca
Foto: Arquivo MPPE
Na manhã desta quarta-feira (19), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) detalharam à imprensa os resultados da segunda fase da Operação Alvitre.
Quatro pessoas foram presas em flagrante, sendo dois vereadores de Ipojuca, um presidente de associação e um empresário. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços nos municípios de Ipojuca, Recife e Bezerros. Por fim, a Justiça afastou dos cargos, por 180 dias, o vereador alvo do mandado de prisão e outros dois servidores da Câmara de Vereadores de Ipojuca.
Uma das associações beneficiadas foi a Filhos do Ipojuca, que recebeu cerca de R$ 12 milhões em emendas parlamentares desde 2022. E que, segundo as investigações, pertence a um dos vereadores presos, e ele mesmo destinava os valores para a associação. Ainda segundo o MPPE, a Filhos do Ipojuca tinha em seu quadro dirigente pessoas com vínculos familiares ou profissionais com o vereador e, inclusive, funcionava em um imóvel de sua propriedade.
O coordenador do Gaeco, Promotor de Justiça Roberto Brayner, reforçou que o intuito das investigações não é demonizar o instituto das emendas parlamentares, mas garantir que elas sejam usadas de forma republicana.
O delegado Ney Rodrigues informou que as investigações em torno da entidade evidenciaram a participação de empresários, presidente e integrantes da Filhos do Ipojuca e do vereador no desvio dos recursos de emendas parlamentares.
A expectativa das autoridades é poder aprofundar o trabalho investigativo a partir dos elementos colhidos nessa segunda etapa da Operação Alvitre.