Pernambuco é reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal

Foto: Pablo Amaral

O Estado de Pernambuco foi reconhecido, nesta quinta-feira (29), como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A certificação foi recebida pelo secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA), Cícero Moraes, durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados Nacionais, da OMSA, que acontece em Paris. A mesma cerimônia certificou também o Brasil como território livre da doença que afeta o rebanho bovino.

O reconhecimento internacional para Pernambuco e o Brasil fortalece o agronegócio regional e nacional, permitindo ao setor de carne a ampliação nas exportações e abertura do comércio para países mais exigentes com relação ao consumo de produtos de origem animal. As novas zonas livres da febre aftosa sem vacinação integrarão a lista com reconhecimento internacional no país, formada anteriormente por Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso.

De acordo com informações do governo estadual, Pernambuco possui 242,4 mil produtores e um rebanho bovino com cerca de 2,5 milhões de animais, que movimenta o agronegócio do estado e da região. Desde 2023, foram nomeados 183 servidores para a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) pelo Governo do Estado, entre fiscais estaduais agropecuários e assistentes de defesa agropecuária aprovados em concurso público, fortalecendo a gestão agropecuária.

O caminho percorrido rumo ao reconhecimento internacional pelo Governo do Estado foi impulsionado por um robusto trabalho norteado pelo Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA), coordenado pela SDA e executado pela Adagro com metas e ações para o controle de propriedades e rebanhos de exploração pecuária suscetíveis à febre aftosa, entre eles bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. Foram realizadas diversas ações de monitoramento, vigilância e fiscalização, além de capacitação do corpo técnico das equipes de defesa animal.