Sociedade Brasileira de Diabetes faz alerta para pais reconhecerem sintomas de diabetes em crianças
O Brasil é o terceiro país do mundo com mais casos de diabetes tipo 1, que afeta crianças e adolescentes. O Diabetes Mellitus tipo 1 é uma doença crônica, sem cura, na qual existe uma deficiência de insulina causada pela destruição das células B do pâncreas. Com isso, a criança desenvolve hiperglicemia e sofre suas consequências agudas e, com o passar do tempo, as consequências crônicas igual aos adultos.
A prevalência da doença é alta e ela vem se tornando cada vez mais comum. No país, só perde para a asma, outra doença crônica. Calcula-se que o Diabetes Mellitus tipo 1 afete de 5% e 10% das pessoas com diabetes no Brasil, que já somam, no total, 20 milhões de pessoas.
Um dado gravíssimo é que, no país, a grande maioria dos casos são identificados apenas quando a criança entra em cetoacidose e tem de ser internada. Muitas vezes, antes de ser internada, já passou por médicos, mas a população em geral não está acostumada a pensar no diabetes como uma doença de crianças, e sim apenas no adulto.
“O grau máximo de descompensação da doença é o estado de cetoacidose diabética, situação na qual a criança corre grande risco de morte ou de ter graves sequelas”, explica Raphael Liberatore Junior, professor de Endocrinologia Pediátrica e membro do Departamento de Diabetes Tipo 1 da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Neste mês, quando é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, a Sociedade Brasileira de Diabetes lança campanha para alertar os pais sobre os sinais precoces, que são os seguintes:
- Vontade de urinar várias vezes;
- Sede constante;
- Alteração do apetite, para mais ou para menos, dependendo da idade;
- Perda de peso sem motivo aparente;
- Visão embaçada;
- Cansaço;
- Irritabilidade.
“Se os pais conseguirem identificar o problema precocemente, evitaremos muitas internações e sequelas para os pacientes. Quanto mais gente conhecer os sintomas, como pais, avós, tios e babás, melhor", diz Liberatore Junior.